Pois então, todo mundo já deve ter percebido que em um ónibus lotado sempre existem aqueles estereótipos que não importa qual
ónibus você pegue eles sempre vão estar lá para tornar a viajem mais monótona ou mais
eletrizante.
Sempre tem aquela velhinha que entra depois que você conseguiu sentar, e mesmo que você dê a cadeira para ela num gesto de suma gentileza,
ela não agradece e nem pede as suas sacolas ou livros para segurar te deixando no veneno puro, correndo o risco de cair no meio do "
busão".
Sempre tem também aquele tarado que mesmo que tenha espaço suficiente para ele não esfregar-se em
ninguém, ele insiste em ficar
atrás da mulher mais "encorpada" ou a menos "
tribufú" que estiver em pé; E isso se ele não vier numa versão
homo..
ôpa êpa! o quê?...
Têm também a "encorpada", afinal em quem o tarado iria se apoiar na hora das
frenadas bruscas que motorista faz questão de dar.Pensando bem ainda bem que ela existe
né? Se não seria capaz que esse sujeito mau-
carácter se escorasse em você na hora do breque. Essa criatura de corpo delineado também sempre presenta um ar de superioridade em relação aos seus
semelhantes, talvez porque ela ache que por ser menos feia que o resto e ter um cara atrás dela a viajem inteira seja
sinonimo de superioridade...Acho que por isso que sempre que ela desce tem uma poça de água suja na calçada onde ela pisa ao descer, castigo de Deus talvez...
Tem também os
baderneiros, que podem ser confundidos com os
barraqueiros devido ao
decibéis que emanam suas vozes vindas do fundo do
ônibus, acho até que essa é a diferença entre os
baderneiros e os
barraqueiros, os primeiros ficam no fundo e os segundos ficam bem no começo do
ônibus discutindo com o cobrador, motorista ou outro passageiro
barraqueiro também. "Os
badernas" não possuem um estilo de música nem estilo de vida próprios, as vezes são
pagodeiros com uma verdadeira bateria de escola de samba dentro do fundo do
ônibus, quase sempre sem camisas e vindo da praia ou jogo de futebol, ora eles são os
roqueiros, com ovo no cabelo e roupas riscadas com botas de policial portando um MP4 e vozes estridentes mas
também dentro do fundo do
ônibus e ora eles são só os
bêbados mesmo, esses talvez os mais originais dos
badernas, estão sempre em grupo e enquanto um canta
brega o outro canta
sertanejo e todos com aquelas vozes de
bêbado que confundem todo mundo que está dentro do
ônibus...o que se pode dizer em resumo deles, é que sempre cantam e sempre estão dentro do fundo do
ônibus!
Tem os intelectuais, que quase sempre são universitários ou trabalhadores da
OI ou TIM, que se acham por "trabalharem" e portarem um livro de Paulo Coelho ou Dan Brown no colo, estes seres têm um poder de vicissitude que lhes serve para moldar o rosto fazendo mil caras e bocas na hora em que os
baderneiros ou
barraqueiros estão fazendo suas
badernas ou barracos respectivamente. Eles quase sempre pedem para carregar suas coisas (isso no caso dos universitários por que os trabalhadores da
OI nem isso fazem) pois isso lhes torna mais
altruístas e educados, sendo assim lhes concedendo um ar de superioridade que na verdade não têm, afinal estamos no mesmo
ônibus. Estes seres apresentam uma esperança
espetacular, tendo em vista que terão um emprego após se formarem (ilusão) ou pensando que irão vender os celulares no
shopping (auge da carreira). Mas em geral se você os conhece, ele são pessoas super agradáveis e gente fina, mas só você os conhece!
E como eu estou ficando com preguiça de digitar e meus olhos estão doendo de olhar para o monitor esperando as
ideias bestas aparecerem em minha mente...
Eis o último e não menos importante estereótipo desse
ônibus, "VOCÊ" ou eu, sei lá. O importante é que este último ser só analisa as
ações dos outros seres, este geralmente perde o ponto de descida pois estava ocupado demais
marocando...
ôpa êpa, o quê?... o que as pessoas estavam fazendo, não serve para nada dentro do
ônibos a não ser para manter o
equilíbrio do universo, fazendo com que a
gostosa fique em pé para que o tarado
encoxe ela e o
barraqueiro fale sobre o quão folgado é o tarado e os
baderneiros vendo o barraco e comecem a cantar algo tipo: "
pôrradaaaaa!
pôrradaaaaa!" e assim sucessivamente.